A sociedade
de hoje em oposição a um estado estático e estável
mostra-se densa, complexa em movimento e mutação, transparecendo
suas modificações em todos os setores da vida do indivíduo,
marginalizando, pressionando aqueles que não acompanham o movimento.
A crescente invasão tecnológica no campo cultural, econômico,
social e científico, colabora intensivamente na geração
de uma profusão de universos que se misturam, se mesclam em múltiplas
variações.
Os espaços se metamorfoseiam e se bifurcam a nossos pés, forçando-nos
à heterogênese. (Lévy, 1996: 23).
Uma pluralidade de tempos e espaços que não respeitam o espaço
geográfico e o tempo cronológico surgem questionando a uniformidade
e a fixidez. O sistema de transporte e de comunicação aproxima
e conecta os indivíduos, modificando o estado anterior das coisas, num
processo dinâmico de aceleração da comunicação
e da mobilidade física.
Cortelazzo afirma que iniciamos nossa entrada na sociedade da comunicação,
sugerindo que saímos da sociedade industrial e estamos na da informação
. (in org. Bicudo e Júnior, 1996)
Os limites e fronteiras entre os territórios se tornam flexíveis
e permeáveis, propiciando a passagem do interior para o exterior e vice-versa.
Por exemplo: as relações entre o privado e o público, objetivo
e o subjetivo. (Lévy, 1996) Ou se pensarmos no trabalhador clássico
de antes tinha seu espaço físico delimitado dentro da empresa,
em comparação com o empregado de hoje (e futuro) que pode desempenhar
muitas das atividades na sua própria casa. A evolução das
técnicas torna possível o estar aqui e lá ao mesmo tempo.
Os equipamentos médicos tornam aparente e visível o interior do
nosso corpo e criam próteses misturando corpo com artefato.
A técnica produzida pelas ciências transforma a sociedade (Morin,
1990: 16), e por seu lado, a sociedade tecnologizada modifica a ciência
e assim, se mantém um ciclo contínuo e cada vez mais complexo
e acelerado. A sociedade de hoje está distante da de ontem e estará
distante da de amanhã.
Antes se trabalhava com a dimensão do passado no presente, agora trabalha-se
com a dimensão do futuro, com o prognóstico. Algumas empresas
planejam e produzem produtos que provavelmente serão consumidos pelos
que virão depois ou para situações que ainda não
existem, chegando a contratar futurólogos para essa função.
Então, a sociedade transformada e transformadora, projetada para um devir,
concebe instituições e indivíduos que refletem esse modo
de ser.
A Escola e a possibilidade de múltiplas configurações
Ao olharmos a escola de hoje, nos deparamos ainda com um forte traço
de sua origem se configurando na condição da estabilidade, conservação
e reprodução. No seu surgimento, na sociedade grega, a escola
significava um lugar coletivo para manter a unidade e a estabilidade, em oposição
à diversidade de costumes que emergiam nas famílias e às
ameaças dos bárbaros. (Espósito, in Serbino e Grande, 1995)
Sistematicamente, isto é, organizada como um corpo de doutrinas, leis
e princípios, a escola teria a finalidade de ordenar uma série
de fenômenos, modos de vida, hábitos. Nasce, pois, a escola num
tempo de sociedade. Uma sociedade que, para ser, solicita a escola. (Espósito,
in Serbino e Grande, 1995: 116)
A escola apresentou-se na sua origem como um local para a manutenção
de uma disciplina e ordem, nascidas da necessidade da sociedade sobreviver,
evitar o seu esfacelamento e promover sua integridade.
Bryan sustenta a congruência que existe entre sistema de ensino e estrutura
social, que não é obra do acaso (in org. Bicudo e Júnior,
1996). Mas não é sempre assim que a escola se mostra.
Dewey no seu tempo questionou a escola apontando a reprodução
dos mesmos métodos e conteúdos no passar dos anos, como se o que
tivesse sido bom para uma geração seria para outra, a seguinte.
O que se espera da escola é que ela seja contemporânea da sociedade,
Freire enfatizou isso. Parece até que ela acompanha o cenário
social e político da sua época, até por uma questão
da sua sobrevivência, mas às vezes, sofre o descompasso. Não
vemos com simplicidade a incorporação do ritmo das mudanças
da sociedade pela escola, e nem acreditamos que ela deixe de ser o que é
para tornar-se outra. Nela subsistem o velho e o novo, o estático e o
dinâmico.
A escola pode ser lida na sua complexidade e diversidade, não descartando
a existência das várias faces. Uma multiplicidade de formas que
historicamente foram se constituindo no tempo através do ser e fazer
educacional.
Vamos observar a escola pelas influências sofridas pelas germinações
da tecnologia no seu meio, que a impelem a novas formas e configurações.
Uma nova configuração da escola decorre da possibilidade dela
se estender para outros locais virtuais, apresentando outros lugares e momentos
para a ocorrência da aprendizagem, explorando a informação
e o conhecimento. Outros espaços possíveis estão se tornando
presentes no cotidiano da vida escolar e do indivíduo.
Encontramos informação e formação através
das tecnologias de comunicação: televisão (tv a cabo),
vídeo, computador (em casa), videogame etc, onde o indivíduo gasta
grande parte do tempo envolvido numa interação passiva ou ativa,
dependendo do veículo de mediação, intervindo na recepção
das informações veiculadas.
A Internet é um exemplo de mídia eletrônica de comunicação
que tem-se apresentado como um braço da escola, potencializando-a e,
ao mesmo tempo, despotencializando-a.
A escola pode ser observada como um corpo vivo ao dimensionar o processo de
centralização e descentralização que acontece por
efeito da inovação tecnológica no seu ambiente. Ela pode
ser considerada como um centro de agregação do coletivo humano
para a sistematização do conhecimento, através da convergência
de ações estruturadas de educação. E através
de um movimento para dentro de recepção por meio de outros canais
de ação educacional ligados com o mundo, se alimenta de mais potência
com os novos recursos para a exploração e produção
do conhecimento. Em oposição a essa direção um movimento
para fora a leva para as extremidades, fragmentando-a e espalhando-a em partes
e disseminando sua função para outros locais, como ramificações.
Neste processo de ir para os seus extremos e vir para o centro, a escola pode
apresentar-se como um corpo vivo pulsando, oxigenando-se com o contato gerado
fora do seu meio.
As infovias caracterizam-se como um veículo de acesso democrático
a qualquer tipo de informação. Toda diversidade de conhecimentos
de vários lugares do mundo podem ser buscados pela escola fora dela,
fazendo ponte e conversando com pessoas, empresas, outras escolas enfim, com
a sociedade, sofrendo as interferências advindas do rompimento dos muros.
As informações e os conhecimentos apresentam-se em diversos formatos,
fotos, textos, animações, etc., o que enriquece as possibilidades
de um aprender mais interativo e com o jeito da sociedade e do indivíduo
de hoje. Mas o aprendiz e o professor precisam estar preparados para ter condições
favoráveis de domínio operacional e educacional, para aproveitar
a navegação na via da informação, definindo o objeto
da sua busca, assim como, sabendo onde procurar, como selecionar e analisar
se a informação é consistente e coerente, pois não
há ainda um tipo adequado de filtro do que é veiculado por esse
meio. Há uma certa banalização do conhecimento, clássicos
e histórias mal elaboradas convivem no mesmo ambiente - na mesma prateleira.
Do usuário exige-se um olhar mais atento e crítico para não
estar consumindo leitura vulgar por científica.
Questiona-se a competência da escola como informadora, e espera-se dela
a preparação do indivíduo para lidar com esse mundo que
se desvela de várias formas. Os conteúdos e métodos são
colocados em questionamento com relação a sua adequação
aos tempos atuais.
Com as mídias eletrônicas não há um tempo para começar
e um para acabar, pressupõe um aprender que não se restringe a
um mínimo e máximo de idade, e nem a um limite de número
de indivíduos. Elas viabilizam o acesso à quantidade intensificando
o tempo. O poder de atingir muitos é útil e democratizante, porém
pode provocar prejuízo ao nível da qualidade educacional.
A dimensão de tempo e espaço é relativizada, podendo-se
estar aqui e lá ao mesmo tempo, ver a Mona Lisa no museu de Louvre sem
ter que abandonar as atividades profissionais ou escolares. Ganha-se com o tempo
e com o espaço na possibilidade de locomoção virtual para
se comunicar com o outro ou estar em outros lugares antes inacessíveis.
O mundo invade a escola e ela entra no mundo. A escola fica inflada e exposta
ao público. Estas possibilidades de estar em contato direto com outros
lugares e outros espaços permitem a intensificação da interferência
social e cultural, produzindo releituras e a sua oxigenação. Intercâmbios
com o outro ampliam o contato com o exterior, com o diferente e com o desconhecido
modificando ambos.
A abertura para a diversidade se apresentar sem preconceitos, incômodos,
valorizando na sua capacidade de gerar cidadãos mais críticos
e conscientes.
A comunicação via rede de computadores entre alunos de regiões
e culturas diferentes permite-lhes perceber que o mundo é maior e mais
diversificado do aquele em que eles vivem. Não só lhes permite
aprender sobre outros modos de viver, outras histórias, outros modos
de pensar, mas também a contrapor a sua própria cultura, começar
a conhecê-la, uma vez que eles vão ser estimulados a falar sobre
ela, e a se orgulhar ou não de suas tradições, criando-se
assim um embasamento sólido para o crescimento de cidadãos críticos,
conscientes, atuantes e modificadores da sociedade. (Cortelazzo, in org. Bicudo
e Júnior, 1996: 90)
Aprende-se a navegar sem fronteiras, uma metáfora para o pensamento que
não encontra limites para viajar em outros territórios e divagar
em outras circunstâncias.
As ramificações da escola a configuram de um outro jeito, de vários
jeitos. O processo ordenado e disciplinar instituído à escola
no seu início, abre-se para um outro, indisciplinar e caótico,
gerando uma abertura para sua renovação e contextualização
na sociedade e na vida. Uma reconstrução considerando o contexto
temporal, espacial e social.
Mais que isto, interrogar a escola na sociedade e no tempo implica vê-la
no imbricamento do tempo e do espaço, no movimento perene, na construção
e na "des-construção" ... para "re-construir".
Isto significa resgatar no tempo, na escola e na sociedade o homem que aí
está sendo. Significa reconhecer a diversidade desse estar no mundo e,
quem sabe, conseguir captar na fragrância da sua fluidez, nos rastros
do seu fazer-se, a unidade dessa diversidade. (Espósito, 1995: 120)
O indivíduo e a subjetividade
O mundo pode ser lido e vivido de diversos modos e cada qual tem sua riqueza
no universo criado que lhe é peculiar e singular. Cada pessoa tem sua
identidade apresentando-a como essência de seu modo de ser, agir, pensar,
sonhar etc.
Nos dias atuais há uma sensibilização do global e uma supressão
do que é secreto, e talvez o perigo do desenrolar de uma perda de identidade
cultural (Ramos, 1997).
Vamos fazer uma releitura das colocações de Rolnik (1997) em relação
a subjetividade em tempos de globalização, onde, gera-se o que
ela chama de "toxicômanos de identidade". Nesses tempos há
uma intensificação de contatos entre os universos de qualquer
ponto do mundo provocando uma troca infindável como surgimento de um
coletivo anônimo influenciando na configuração da subjetividade.
As subjetividades, independentemente de sua morada, tendem a ser povoadas por
afetos dessa profusão cambiante de universos; uma constante mestiçagem
de forças delineia cartografias mutáveis e coloca em cheque seus
habituais contornos. (Rolnik, org. Lins, 1997: 19)
A intervenção na subjetividade apresenta-se como processo de desestabilização
desenrolando-se através da interação do indivíduo
com a rede complexa de universos em que se insere. A ameaça vinda por
esse turbilhão de micro e macro universos invasores da privacidade, fazem
a subjetividade sofrer as tensões do fora com o dentro do indivíduo,
desenhando outras subjetividades em cada momento. As misturas geram uma intensificação
da pulverização da identidade e por outro lado, a globalização
cria modelos que são disseminados para serem consumidos no mercado. As
novelas de televisão ou as novelas construídas em cima do drama
da vida real divulgadas pela mídia dos jornais, das revistas, vêm
recheadas de modelos, valores, éticas e estéticas, elas podem
serem consideradas como exemplos. O indivíduo é atingido continuamente
por estímulos novos que o induzem a mudar seu comportamento.
Identidades locais fixas desaparecem para dar lugar a identidades globalizadas
flexíveis, que mudam ao sabor dos movimentos do mercado e com igual velocidade.
(Rolnik, 1997: 20)
Assim, surge um conflito no indivíduo entre o alienar e manter-se a margem
da acontece mantendo a fixação de sua referência identitária
ou então a desestabilização exagerada produzida pelas numerosas
forças de fora. O indivíduo sente-se ameaçado de despersonalização
e perdido num vazio de subjetividade. Ao embrenhar-se no processo de mover-se
ao sabor dos acontecimentos e mudanças, gera um caos psíquico
dificilmente suportado pelo indivíduo.
Tanto a situação de fixidez de identidade como a tentativa de
sua globalização fracassam na manutenção de uma
subjetividade saudável.
O fruir da riqueza da atualidade depende de as subjetividades enfrentarem os
vazios de sentido provocados pelas dissoluções das figuras em
que se reconhecem a cada momento. Só assim poderão investir a
rica densidade de universos que as povoam, de modo a pensar o impensável
e inventar possibilidades de vida. (Rolnik, 1997: 24)
Uma ação voluntária e consciente do indivíduo dependerá
da reflexão que fará sobre si, sobre os outros universos e as
relações que estabelece com estes, aprendendo a lidar com a avalanche
pelo qual se sente ameaçado. Atento às forças internas
e externas que se mobilizam no conflito, criando formas de viver a multiplicidade
de universos que emergem da sociedade.
A Formação do Professor diante das confluências
externas e internas
O pensar sobre o professor e a sua formação necessita considerar
todo o volume de modificações que se transfiguram na sociedade
e como ele pode apropriar-se delas sem perder sua identidade enquanto educador.
Refletir sobre a formação do professor na efervescência
atual e o no que está apontando para ser. Tomar o presente e também,
projetar-se para um futuro próximo, assim como, dar-se conta da dimensão
espacial que ultrapassa os limites das paredes da escola, considerando a dinâmica
de relações entre espaço e tempo, conectada com a sociedade,
escola e indivíduo que estão sendo e que estão para ser.
A formação pode ser expressa como um processo virtual que se atualiza
na medida em que ocorre, coerente com o lugar e tempo, atenta às mudanças
no diversos âmbitos da sociedade, apropriando-se delas. Colocando a formação
em constante reformulação e construção, gestadas
no conflito entre o velho e o novo, o instituído e o instituinte.
A concepção de formação de professor não
fica delimitada pelo espaço físico da escola, mas sim conquistando
outros locais de ação de direta, como os veiculados pelas tecnologias
e mídias eletrônicas, implicando no domínio destes recursos
possíveis de uso na ação educativa. Analisando essas ferramentas
e seus usos, para intervir através de uma reflexão teórica
e prática da sua adequação e riqueza para o processo de
formação educacional.
Levar o professor a depurar sua leitura e seu olhar no reconhecimento dos modelos
de aprendizagens subjacentes à sua prática e a de outrem, assim
como, nos recursos tecnológicos em uso. Na exploração dos
computadores como recursos de aprendizagem, observar nos softwares as concepções
pedagógicas que carregam. Ao perceber e reconhecer ele pode refazer e
reconstruir em uma nova abordagem, inventando outros ambientes de aprendizagem
atualizados com as modificações sociais e culturais.
A formação do professor deve abarcar as novas ferramentas e os
novos locais que emergem como possíveis de exploração do
conhecimento e na nova configuração de escola. Isso implica numa
preparação do indivíduo com e para os recursos tecnológicos
disponíveis, não só o instrumentalizando, mas fazendo com
que se aproprie do processo de utilização: o pensar sobre o recurso
e o pensar sobre o fazer com ele, explorando o melhor que cada um pode oferecer
e criando ambientes propícios para o aprender. Mas isso não é
possível quando a imersão do indivíduo é só
no fora de si, mas quando também abarca o dentro de si.
Dar-se conta dos conflitos e intensidades que permeam seu pensamento e seu agir,
que influenciam a sua ação pedagógica. Conhecer seus próprios
limites e encontrar o passo equivalente a sua possibilidade de caminhar na direção
da sua transformação e a que pode propiciar ao outro. Viabilizar
através da reflexão teórica um melhor entendimento e depuração
da própria prática, para que o educador possa resignificá-la
e reconstruí-la, implicando num aprofundamento que possibilite a tomada
de consciência do seu pensar e agir na educação. Apropriar-se
da sua ação de uma maneira mais integrada, navegando no seu mundo
interior para descobrir melhor o exterior. A elaboração de um
conhecimento externo pressupõe um conhecimento interno.
E não se trata apenas de conhecimento, mas também de compreensão,
acordo entre os próprios meios e fins e pulsões, o que implica
possibilidade de exercitar um certo domínio sobre as próprias
inclinações e ações, a fim de que elas nos controlem
e dirijam mas não nos coíbam ou sufoquem. (Calvino, 1994: 106)
O educador precisa saber lidar com as diferenças que existem no outro,
observando-os fora de si, e também dar-se conta do diverso que existe
e pode coexistir em si, não necessariamente excludentes. Dando espaço
para que o diverso no pensar e no ser transborde escapando do comportamento
linear e esperado, vivendo com e a partir do diferente que existe no seu próprio
ser. O adormecido pode aflorar e o indivíduo se experimentar diferente
diante de um mesmo objeto ou de uma mesma situação, propiciando
a mudança. Assim, possibilita-se uma verdadeira transformação
que deixa de ser só discurso para ser também ação.
A mudança efetiva na formação do professor implica em vivenciar
o diferente no outro e em si próprio e refletir sobre eles, gerando modificações
no meio educacional.
A formação precisa considerar a necessidade de preparar um indivíduo
que saiba lidar com a instabilidade, pois não é viável
usar a mesma prática para as novas situações. O lidar com
o novo, diferente e o movimento, exige uma ação reflexiva que
questiona o estabelecido, reformula o problema, construindo e testando novas
abordagens (Wolcott, 1995). Essa reflexão não acontece só
e nem se esgota na formação, mas se estende na prática
profissional como uma necessidade contínua de alimentação
com o conhecimento, não se fazendo na solidão, mas na parceria
e troca com teóricos, colegas e alunos.
Desenvolver a reflexão da (sobre) ação e na (durante) ação,
em outras palavras, um olhar analítico sobre a ação, antes
(na perspectiva do que poderá ser), durante e depois.
Gallo acredita na "Filosofia da Educação" como um "instrumental
reflexivo" para o professor se armar de condições e auxiliá-lo
a refletir sua prática pedagógica, sem a qual ficaria empobrecida
e desqualificada. (1996)
Observar as dificuldades que o professor enfrenta, instigado-o a olhar para
dentro de si para não se deixar levar pela pressão de fora ou
aceitando a imposição de um modismo, sabendo refletir e agir em
cada momento de acordo com sua singularidade.
Neste caso, globalizar não significa pulverizar e nem homogeneizar, mas
aproximar o contato com as diferenças para que delas possam surgir novas
diversidades que atendam às necessidades e singularidades do indivíduo.
Sem negar a realidade e enclausurar-se num mundo a parte, como resistência
às mudanças e transformações, e nem submetendo-se
totalmente a elas.
Mais que formação e menos que conformação, criar
um espaço de discussão e investigação das questões
educacionais experimentadas na prática, abrindo um canal de diálogo
com as dificuldades de ser professor num contexto social em veloz transformação.
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Vitória Kachar Hernandes é doutoranda no Programa
de Pós-Graduação em Educação: Currículo
da PUC/SP. Vice-coordenadora do sub-projeto de Informática na Educação
do Programa de Educação Continuada da Secretaria de Estado da
Educação de São Paulo. Consultora e docente na área
de Educação e Informática. Ela embasa seu discurso no trabalho
e pesquisa que desenvolve com redes eletrônicas com professores